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SELO 21 ANOS
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O que é a CIGARRINHA DO MILHO?

A cigarrinha é um inseto-vetor de patógenos, ou seja, não causa danos expressivos diretamente, mas de forma indireta. O dano é causado quando a praga, durante o processo de alimentação, desempenha o papel de transmissora dos patógenos causadores dos enfezamentos pálido e vermelhos, e da virose do raiado fino no milho.


O QUE É ENFEZAMENTO DO MILHO?

O enfezamento do milho é uma doença causada por microrganismos da classe dos Mollicutes, conhecidos como espiroplasmas e fitoplasmas. O Spiroplasma kunkelii é o agente causal do enfezamento-pálido, e o fitoplasma (Maize Bushy Stunt Phytoplasma[PCeRL1] ) o agente causal do enfezamento-vermelho.

Os enfezamentos podem gerar danos que podem acarretar perdas totais da lavoura, ao ponto de não justificar a colheita. Os principais sintomas de ataque de cigarrinha do milho são:

  • Redução da absorção e assimilação de nutrientes pela planta;

  • Redução na capacidade de produção de fotoassimilados;

  • Redução no tamanho da planta;

  • Encurtamento de entrenós;

  • Ocorrência de super-espigamento;

  • Espigas improdutivas;

  • Redução no tamanho de espigas e espigas com falhas;

  • Grãos mal formados e chochos.


CONDIÇÕES FAVORÁVEIS E A EVOLUÇÃO DA CIGARRINHA DE MILHO

A cigarrinha do milho possui o nome científico (Dalbulus maidis), que é uma praga bem adaptada às condições tropicais do Brasil. Tem sido altamente favorecida pela presença de lavouras de milho de diferentes fases de desenvolvimento no campo e pelo cultivo de milho safrinha.

A ocorrência de plantas de milho tiguera, e a manutenção de plantas com sintomas de mollicutes no campo, as quais são fonte de inóculo para a cigarrinha, podem favorecer para sobrevivência da praga e a contaminação de plantas sadias. A cigarrinha do milho se alimenta e se reproduz apenas no milho, e por isso, a manutenção de plantas é favorável para sua multiplicação.


Desafios ao manejo

A utilização de estratégias de manejo de forma isolada não é efetiva no controle da cigarrinha. Por isso, recomenda-se o uso de estratégias integradas. Abaixo, são listadas algumas importantes estratégias que auxiliam no controle dessa praga/vetor:

  • Eliminar plantas voluntárias de milho na entressafra, que podem servir de inóculo dos patógenos para contaminar as cigarrinhas;

  • Utilizar cultivares de milho resistentes aos enfezamentos;

  • Rotacionar cultivares de milho com níveis de resistência entre uma safra e outra;

  • Evitar semeaduras tardias e cultivos subsequentes de milho;

  • Evitar cultivos de milho próximos a lavouras já com presença de enfezamentos. Caso isso ocorra, evitar que as cigarrinhas infectadas ataquem a lavoura recém implantada;

  • Concentrar as épocas de semeadura para reduzir a quantidade de cigarrinhas infectadas;

  • Realizar o tratamento de sementes – Essa é uma das principais estratégias para proteção inicial da cultura contra possíveis ataques, logo após a emergência de plantas. O tratamento de semente é uma prática fundamental dentro do programa de manejo para a proteção das plântulas, pois quanto mais jovem for o milho, maior serão os danos causados pela transmissão dos patógenos;

  • Realizar tratamento químico na parte aérea do milho – É importante ressaltar a importância da adoção das estratégias anteriores citadas, visto que em áreas com alta pressão de inóculo e da cigarrinha, apenas o tratamento químico poderá não possuir longo residual, sendo necessária a complementação com aplicações foliares. O grande desafio reside no baixo efeito residual dos inseticidas, visto que o milho na fase vegetativa emite folhas novas constantemente, e re-infestações da praga acabam exigindo pulverizações frequentes.


COMO PREVENIR A CIGARRINHA NO MILHO?

Para identificar e monitorar os sintomas do enfezamento da cigarrinha, eles são percebidos tardiamente, mas a presença da cigarrinha pode ocorrer desde os primeiros estádios de desenvolvimento do milho. Quanto mais cedo a planta for atacada e infectada, maior serão os danos causados pela doença.

Os sintomas do enfezamento são percebidos tardiamente, mas a presença da cigarrinha pode ocorrer desde os primeiros estádios de desenvolvimento do milho. Quanto mais cedo a planta for atacada e infectada, maior serão os danos causados pela doença.

Fonte: Embrapa



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